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A ORIGEM DO JIU-JITSU

A ARTE SUAVE

A opinião geral, aceita pela maioria dos historiadores, é de que as técnicas sistematizadas das artes marciais vieram da Índia, junto com o budismo (Dharma). A teoria é que o templo de Shaolin foi construído no centro da China, precisamente onde o Dharma introduziu o budismo. Conta-se que monges budistas do norte da Índia muito contribuíram para o desenvolvimento inicial do jiu-jítsu. Em suas longas viagens pelo interior da Índia, os monges eram constantemente assaltados por bandidos. Os valores religiosos e morais budistas não permitiam o uso de armas, por isso os monges foram forçados a desenvolver um sistema de autodefesa usando as mãos nuas. Uma coisa é certa sobre tais histórias: os japoneses foram os responsáveis pelo refinamento de uma arte de luta corporal na forma de um sistema de combate corpo a corpo muito sofisticado chamado jiu-jítsu, que foi desenvolvido no Japão durante o período feudal.

 

JAPÃO

O primeiro registro do uso da palavra "jiu-jitsu" ocorreu em 1532, e foi cunhado por Hisamori Tenenuchi, quando ele, oficialmente, criou a primeira escola de jiu-jítsu no Japão. A história da arte nessa época é incerta, porque os professores mantinham tudo em segredo, para dar à sua arte um sentido de importância, modificando também as historias sobre sua arte, para corresponderem às suas necessidades. Ao término do período feudal no Japão (já não havia necessidade do jiu-jítsu no campo de batalha), fez-se necessário um modo realista de praticar a arte, e foi então que Jigoro Kano (1860-1938), homem de saber, membro do departamento cultural e praticante de jiu-jítsu, desenvolveu, no final dos anos de 1800, sua própria versão do jiu jitsu, chamando-a judô. O judô era útil porque dava aos praticantes a capacidade de praticá-lo de maneira segura e realista. O judô (versão de Kano do jiu-jítsu) era uma forma diluída do jiu-jítsu completo, mas ainda continha técnicas suficientes para preservar sua eficácia na vida real. Kano denominou-o “judô Kodokan”. O único problema foi que, na opinião de Kano, lutar no chão não era tão importante quanto projetar ou derrubar o adversário, e por isso a luta no chão não ganhou destaque no judô. Há uma teoria que afirma que o judô foi desenvolvido com o propósito de esconder do mundo ocidental a eficiência realista do jiu-jítsu. Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos soldados americanos descobriram a arte do judô e trouxeram-no para os Estados Unidos.

 
Carlos Gracie e Hélio Gracie
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A CONEXÃO GRACIE

O jiu-jítsu japonês (praticado como judô) foi apresentado à família Gracie, no Brasil, ao redor de 1914, por Esai Maeda, também conhecido como Conde Koma. Maeda era campeão de jiu-jítsu e discípulo direto de Kano, na Kodokan do Japão. Nasceu em 1878, e tornou-se aprendiz de judô (o jiu-jítsu de Kano) em 1897. Em 1914, Maeda teve a oportunidade de viajar para o Brasil, como parte de uma grande colônia de imigração japonesa. No Pará, estado brasileiro da região norte, tornou-se amigo de Gastão Gracie, empresário influente que ajudou Maeda a estabelecer-se. Para demonstrar sua gratidão, Maeda prontificou-se a ensinar o jiu- jitsu japonês tradicional a Carlos Gracie, filho mais velho de Gastão. Carlos aprendeu por alguns anos e, depois, passou seu conhecimento para os irmãos.

Carlos Gracie
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HÉLIO GRACIE

Para provar a eficácia de seu novo sistema, Hélio desafiou publicamente todos os praticantes de artes marciais mais respeitáveis do Brasil. Participou de várias lutas, incluindo desafios contra o antigo campeão mundial peso pesado de luta-livre, Wladek Zbyszko, e o segundo maior judoka do mundo na época, Kato, a quem Hélio estrangulou e deixou desacordado após 6 minutos de combate. Sua vitória contra Kato qualificou-o para subir no ringue contra o campeão mundial Masahiko Kimura, quase 35 quilos mais pesado. Kimura ganhou a luta, mas ficou tão impressionado com as técnicas de Hélio, que lhe pediu que fosse ensinar no Japão, admitindo que aquelas técnicas que Hélio apresentara durante a disputa não existiam no Japão. Era o reconhecimento do melhor do mundo à dedicação de Hélio ao refinamento da arte.

 

 

Aos 43 anos, Hélio e seu adversário Waldemar Santana, um ex-aluno, bateram o recorde mundial do mais longo combate de vale-tudo da história, quando lutaram, incrivelmente, durante 3 horas e 40 minutos, sem intervalos! Hélio, amplamente considerado o primeiro herói do esporte na história brasileira, também desafiou ícones do boxe, como Primo Carnera, Joe Louis e Ezzard Charles. Todos recusaram. Uma lenda contemporânea, Hélio Gracie conquistou aclamação internacional por sua dedicação à divulgação da arte e da filosofia do Gracie Jiu-Jitsu. Devotado à família, um exemplo de vida saudável, Hélio Gracie foi um símbolo de coragem, disciplina e determinação, e uma inspiração para todos os que o conheceram.

 
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A PRIMEIRA ESCOLA

A primeira Escola Gracie foi fundada em 1925 na Rua Marquês de Abrantes, n° 106 no Rio de Janeiro. Carlos e seus irmãos ensinavam o Jiu-Jitsu aprendido com Esai Maeda. Hélio Gracie, o irmão mais novo era proibido de treinar por causa do seu pequeno porte fisico. Então passava o seu tempo na academia observando as aulas.

 
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A TRANSFORMAÇÃO

Helio Gracie, o mais novo dos oito filhos (três eram meninas) de Gastão e Cesalina Gracie, sempre havia sido uma criança fisicamente delicada: subia um lance de escadas e tinha vertigens, ninguém sabia por quê. Aos 14 anos, ele foi morar com seus irmãos mais velhos, que moravam numa casa em Botafogo, bairro do Rio de Janeiro, onde ensinavam jiu-jítsu. Por recomendações do médico, Helio passou os próximos anos limitado apenas a observar as aulas dadas por seus irmãos.

 

Certo dia, quando Helio tinha 16 anos, um aluno chegou para tomar aula com Carlos, que havia saído. Helio, que tinha memorizado todas as técnicas ao assistir seus irmãos ensinando, ofereceu-se para começar a aula. Quando a lição terminou, Carlos chegou, pedindo desculpas pelo atraso. O aluno respondeu: "Não se preocupe. Gostei muito da aula com Helio. Se você não se importar, eu gostaria de ter aulas com ele de hoje em diante." Carlos concordou, e Helio tornou-se professor. Helio logo percebeu que, devido a seu físico frágil, não conseguia executar facilmente a maioria das técnicas que havia aprendido ao observar as aulas de Carlos.

 

Com a determinação de executá-las eficientemente, começou a modificá-las para que se adaptassem à sua frágil constituição física. Enfatizando os princípios de alavanca e a escolha do momento certo, sobre a força e a velocidade, Helio praticamente modificou todas as técnicas e, por meio de tentativas e erros, criou o Gracie Jiu-Jitsu, o Jiu-Jítsu Brasileiro.

DE PAI PARA FILHO

Após uma vida inteira de dedicação para provar a eficiência de sua arte e sua filosofia de vida, o Grande Mestre Hélio Gracie direcionou suas forças para que sua família aprendesse e difundisse o Jiu-Jitsu Gracie. Pai de 9 filhos de sangue: Rorion, Relson, Rickson, Rolker, Royce,  Royler, Rhérika, Robin e Ricci e 1 de criação (ROLLS GRACIE) dedicou sua vida a treinar todos os homens de sua prole para levar a bandeira Gracie ao mundo como forma de difundir sua filosofia de vida.

Rórion Gracie
Royce Gracie
Relson Gracie
Royler Gracie
Rickson Gracie
Robin Gracie
Rolker Gracie
Rolls Gracie
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